quarta-feira, janeiro 13, 2010

New year #1


E é assim, mais um ano aqui nesta Terrinha, só espero um ano melhor.
Acho que não é muito difícil, mas depende tudo de mim, da minha capacidade enquanto pessoa, enquanto músico e enquanto profissional. Depende de mim continuar a trabalhar, depende de mim acreditar em mim e em Nós porque senão mais ninguém o irá fazer. Acreditar que enquanto houver vontade e seriedade tudo pode acabar por correr bem. Pelo menos no trabalho as coisas estão cada vez mais a aclarar, deram-me um papel de responsabilidade durante as próximas semanas/meses, o que me deixa significativamente contente por poder perceber que há quem acredite no meu valor, e meus amigos, na vida nunca haverá melhor do que isso, alguém que acredite em nós.
O ano pode correr ainda melhor, ao fim de 1 ano e meio sinto que os amigos estão cada vez mais perto e mais seguros aqui neste centro de mim inclinado para a direita, acho que se podem formar amizades seguras e permanentes, em jogos de futebol, em concertos, em trabalho, em jantares, em cafés no Starbucks, eles vão estar sempre lá. Finalmente encontrei pessoas que admiro e de quem posso colher muito, "ganhei" uma casinha nova em Lisboa em que me sinto muito à vontade, com o conforto minimamente necessário e com a privacidade da qual gosto.
E quanto a Nós, Nós vamos continuar a ser Nós, vamos lutar para fazer com que as diferenças sejam cada vez menos e a intimidade e a afinidade esteja construída cada vez mais num painel seguro nosso. O ano que ficou para trás não foi memorável, mas é ultrapassável e sei que nós vamos lutar (quase) todos os segundos da nossa vida em conjunto para fazer com que o Nós continue a resultar e a perdurar nos murais, eu sei que vamos conseguir.

quarta-feira, novembro 11, 2009

A minha música.

Sinto que a minha música é algo especial, não para toda a gente, mas para mim. Não importa qual seja o seu estilo, seja música contemporânea, música clássica ou música portuguesa, sinto que essa música para mim significa algo mais que algumas notas encadeadas para atingir um certo deleite auditivo.
A minha música dá-me vontade de viver, vontade de sentir, de experienciar todos os momentos que ela me dá, usufruir disso como um bem único, que será sempre irrepetível. Aos ouvidos exteriores pode não ser assim tão agradável, tão rica, e tão cheia de vida como eu a quero fazer sentir, mas para mim é isso sempre que quero atingir, uma oportunidade de ouvir cada nota, cada articulação, cada respiração e cada movimento de pulso como se um desporto olímpico se tratasse dada a sua perfeição colectiva de conjugar mais do que uma simples tarefa, para tentar com que soe bonito.
Não é só uma expressão artística, não é só um hobby, não é só trabalho, a minha música é tudo isso, mas é ainda muito mais, a minha música é uma forma que eu tenho de comunicar com as pessoas, a minha música sou eu, nem mais nem menos, conseguindo fazer ver a minha personalidade a partir do simples momento em que levo o meu instrumento aos lábios. Cabe a mim dar vida todos os dias à minha m+musica que me apaixona e que me leva em busca da perfeição inatingível dia após dia, após cada sucesso e cada insucesso, continuar a lutar para que ela seja ouvida, apreciada e avaliada.
O que toco passou a ser mais do que uma aventura mecânica do meu corpo, e do meu cérebro. Passou a ser uma fonte de sentimentos há já bastante tempo, mas cada vez me apercebo mais que eu e o meu trombone somos inseparáveis, ele tornou-se no meu escape ao meu mundo real, um escape emocional, onde descarrego as frustrações sentimentais e a felicidade, sentimentos ambíguos mas igualmente capazes de ser “tocados”.
Tornei-te mais criativo com aquilo que posso fazer, a partir do momento em que consigo ver em que posso melhorar, em que posso me pôr em pé de igualdade com outros sons e outras interpretações do instrumento em sim. Sei que terei na minha música um largo e enorme espaço criativo, onde posso descarregar tudo, desde atitudes de auto-destruição e de impotência enraizadas em mim, até ao júbilo mais esplendoroso que se pode ter.
"Eu nasci com a música dentro de mim. Para mim ela é tão necessária quanto a comida ou a água." Ray Charles.

Indeed.*

quinta-feira, outubro 22, 2009

00341, Roma, Italie.

Pedro,

Sei, sim, com toda a certeza que vens abraçar-me todos os dias. Não sei como pudeste pensar que nunca te tinha sentido. Há dias que e escondes debaixo do casaco de algodão branco do senhor cubano, de rosto avermelhado e com a guitarra a cantar o Sole Mio numa versão sul-americana e numa voz quase tão invulgar como a beleza das ruas que se erguem no meu caminho. Outros dias vens a servir de companhia ao outro senhor, mais velho, que toca uma melodia meia-arranhada/meia-bonita, sem técnica académica, claramente, mas com a experiência dura da vida. O som que deitam os dedos e o arco não são dos melhores que já ouvi. Mas são enérgicos, quase tanto como o Sol, e a meu ver percorrem os quatros cantos do mundo em cada nota que lançam ao ar.
E é assim, quase todos os dias, no caminho para casa, enquanto os meus olhos deslizam pela rua e os meus dedos tocam as casas através do vidro embaciado da janela, que vens ao meu encontro. Entrelaço-me no lenço púrpura; prendo-o com mais força a mim e deixo-o subir à boca, ao nariz, aos ouvidos e aos olhos. Fecho-os. Tenho medo do frio imenso que faz fora de mim. E tu vais-te embora, junto ao som da guitarra velha; vais-te embora com a voz rouca do senhor cubano. Vais-te embora exactamente ao mesmo tempo que se esvaira a melodia do violino.
E eu aconchego-me melhor ao lenço, olho o relógio... Já passaram cinco minutos desde que te foste e a única coisa que me esqueci de te dizer foi que o teu sorriso estava especialmente bonito e que, ainda que te veja todos os dias, tenho saudades tuas. And nothing else matters.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Missing you.

Normalmente sinto saudades, mas saudades pequenas, saudades que são afastadas todos os fins-de-semana com olhares, com beijos, com abraços, com olhares, e sentimentos belos que a todo o momento nos preenchem a alma, sabendo que o nosso amor está mesmo ali, ao virar da rua, num sítio próximo. Essas saudades são saudáveis e fazem com que o amor saia fortalecido após dois ou três dias de amor próximo e de retorno imediato.

Agora, estas saudades pelas quais passamos tem o condão de mudar a relação que temos, estamos muito longe, mas mesmo muito longe, mas não é isso que nos vai impedir de sermos tudo um para o outro a distâncias entre duas capitais europeias, belas e cosmopolitas, onde o passado choca com o presente e mais tarde com o futuro de maneiras imaginavelmente belas e macabras. E cabe-nos a nós continuar a conduzir a relação que temos para ser a cada dia que passa mais aquilo que queremos, e até podemos começar a construir cada vez mais um relação onde o platonismo, o sentido de amor é cada vez mais forte e sabemos que temos a força um no outro, que o amor supera distâncias, barreiras electrónicas, e todos os pequenos problemas que por vezes nos afectam.

A confiança que temos um no outro pode ser cada vez mais reforçada através da total abertura entre os dois apesar da realmente longa distância que nos aflige.

Sei que todos os dias e a toda a hora sinto saudades tuas, como se o meu dia deixasse de ser preenchido por tudo que nos é bom, ou quase tudo o que nos enche de satisfação e de alegria. De manhã acordo menos bem-disposto porque não vejo a tua mensagem de bom dia, sinto falta do teu apoio constante durante o dia e da vontade que me consegues imprimir a fazer aquilo que mais gosto, sinto falta da tua voz suave e do teu jeito sensível, de ir aos chás, ao gelados , de fazr receitas de scones com chá em minha casa, de passar,os tardes juntas sem nada à nossa volta que nos incomode, mas sei que o nosso amor não precisa de voltas inesperadas, e sei que o caminho vai ser sempre recto, natural e feliz.
Vamos ser sempre como duas partes do mesmo caminho, como duas partes diferentes, mas que vão sempre caminhar na mesma direcção, em que o amor deixa de ser só uma palavra e passa a ser parte de nós, do que nós senitmos, do que nós fazemos e do que nós queremos.

Eu Amo-te! Miss You!

sábado, agosto 22, 2009

#22

Turning 22 on 22!

Hoje é mais um dia de aniversário, o 22º da minha vida, e como sempre espero que seja um dia em cheio. Quero estar rodeado da gente que verdadeiramente interessa, os amigos de há muito tempo, os amigos de há menos tempo mas igualmente importantes, a família que me enche o coração e que seja um dia longo e feliz.
Venho aprendendo ao longo dos anos que o que realmente interessa neste dia não é ter muitos presentes, nem é estar coberto de bajulação, o importante é sentirmo-nos especiais por as pessoas que conhecemos se lembrarem de nós e nos dedicarem um tempinho no dia deles para me mandarem uma mensagem ou pensarem em mim, e isso é que é o verdadeiro presente nos dias de aniversário.

Não tenho nenhum presente específico que deseje materialmente, mas sei lá...

terça-feira, agosto 04, 2009

Just one wish for me, please...

It's time to remember all the good things.
Não sei por onde começarei, mas começo pela música. A música de Damien Rice marca o início de uma relação que vai marcar a minha vida para sempre, a sua música emocional e melancólica é perfeita para a ocasião.não interessa agora se vai durar muito ou vai durar pouco, sei que enquanto estiver nela continuo a dar tudo o que tenho e tudo o que não tenho para a manter funcional e cheia de amor, e mais do que isso, porque aprendi que uma relação não se mede só pelo amor que temos, mas por tudo o que vai além do amor, sentimentos e valores que se aprendem, e que eu fui aprendendo, nem sempre da melhor maneira.
Nunca serei o ser humano ou homem perfeito, tenho a noção que sou um homem em construção, e sinto que cresci mais neste ano e meio do que nas outras relações minhas todas juntas, aprendi a amar, a respeitar, a ser leal e deixar de ser egoísta nessa relação, porque não existe um 'Eu', existe apenas um 'Nós' que precisa de uma redoma fechada quase sempre ao mundo exterior, necessitando apenas do amor que nos alimenta.
Vou-Te ter sempre no meu coração, não Te vou apagar da minha vida, pois sei que um amor como este nunca vai passar e nunca vai se curado, é um amor intemporal e que renasce a cada beijo, a cada olhar, e a cada pedaço Teu que se coloca no meu caminho. És A pessoa mais bonita que já passou pela minha vida, sei-o há muito tempo, e mesmo que não soubesse todas as pessoas que passaram pela Nossa 'vida em conjunto' sabem dar-Te o valor e mérito. Sei o quanto valeS e o quanto podeS dar ao mundo através da Tua força, do Teu carinho e sensibilidade, e sei que nunca ninguém Te vai tirar do Meu coração por muito que tente, Vais ficar eternizada no meu coração, pintada em cores vivas e enérgicas por alguém pouco famosos como eu, uma fotografia do melhor bem essencial que tenho e a memória do melhor período da minha vida até hoje.
Tenho as memórias que mais quero de Ti, fazer amor contigo indefinidamente, os longos passeios no Parque, as tardes passadas na relva, os dias de praia, todos os chãs/bolos de chocolate/scones/sumos de laranja/gelados que partilhamos, os grupos e gostos musicais que se entranharam um no outro, o gosto pela arte que procuramos intensamente avivar, ler para aprender e evoluir, saídas no cinema, a adoração pela família, a intensidade com que procuramos viver todos os acontecimentos que temos, as preocupações generalizadas sobre certos temas do mundo, um gosto parecido em termos de moda, a procura de ideais de vida constante, entre milhentas de coisas que temos em comum, e fico com a sensação que somos mais parecidos do que realmente pensamos.
O que vou guardar de ti eternamente são as emoções que partilhamos juntos todos os dias da nossa vida, desde o sentimento miserável da pena até ao sentimento gritante e esfusiante de amor, o amor que nasceu puro e que se mantém vivo e aceso nos nossos corações apesar dos defeitos maiores (no meu caso) ou menores (no teu caso) da nossa personalidade.
O meu desejo és tu presentíssima na minha vida. Para sempre.
É o único. *

quinta-feira, julho 30, 2009

Desespero

Desespero.
Sempre que erramos e sabemos que erramos entramos numa colina de desespero que nunca mais se acaba, e onde os caminhos não se fazem por linhas rectas e facilmente vencíveis, os caminhos são tortuosos, cheios de pedras altas, de curvas seguidas de contracurvas que nunca mais acabam e que tendem a fazer-nos pensar se este é o caminho que nos leva direitos à morte.

Desespero.
É quando erramos e sabemos e que o tempo não volta atrás e que o nosso caminho é inexorável e que o tempo passado é inextinguível.

Desespero.
É saber que podemos perder-LA, a pessoa que nos dá o equilíbrio, que nos faz ser sãos e melhores por dentro, que nos guia como uma luz, e que nos protege sempre física e psicologicamente, que nos dá sempre um abraço de conforto e de confiança e um beijo com um misto de paixão e realidade que nos puxa para o lugar certo.

Desespero.
É o sentimento que me domina hoje, se acaba, se é o princípio do fim eu morro por dentro, como a parecer uma velha e antiga montanha dominada por um vulcão negro que teme em não se extinguir e que nunca as suas cinzas servirão de adubo a uma melhor Primavera dominada por tons verdes e coloridos que insistem em fazer com que as flores nasçam de uma for abundante.

Desespero.
É não ser sempre um homem.