Penso no meu bolsinho...
Penso no que ficou dos últimos tempos...
Penso na Mariana, uma pessoa bonita que ainda hoje "amo", importante para eu crescer...
Penso no que pode vir a ficar...
Penso na Princesa, no sorriso imaculado...
Os meus amigos não esqueço, vi-os este fim-de-semana que passou a quase todos, sabem o quanto sinto a falta deles, o quanto me custa não passar mais tempo com eles naquela esplanada pequena mas cheia de vida, a minha terrinha. Passar tardes e noites a falar, a jogar, a dançar, que vontade enorme do Norte, do calor, da afeição, da simpatia, da hospitalidade, dos IMPACÁBEIS...
O meu bolsinho é o meu mundo, quer dizer não o meu mundo, mas antes o que vai ficando dentro dele, os amigos as pessoas. Tiro dele o que não preciso, e ponho quem não quero perder, aqueles que ficam dentro dum antro de saudade enaltecido pelos momentos que os fazem únicos, pelos momentos que eles me tomam, sentado eu numa cadeira de pensamentos esvoaçantes, aqueles momentos em que ficamos desarmados e só pensamos no que perdemos, ou o que podemos tar a perder, mas nesses momentos encontramos o poder e a vontade de seguir o futuro com eles no bolsinho encarnado.
O nosso mérito consiste não em fazer novos desafos, mas encontra-los. A vida é um trilho pedregoso, com altos e baixos e só se safam aqueles com capacidade de despertar o melhor das pessoas (assim espero eu).
Quero entregar-me ao meu *sorriso*, trocando olhares longos e inesperados, fazendo jogos parvos, olhares desconcertados sem nexo mas com passado, o olhar do olhar para trás e descobrir novas sensações.
"SONNET XLVII" By Sir William Shakespeare
Betwixt mine eye and heart a league is took,
And each doth good turns now unto the other.
When that mine eye is famish'd for a look,
Or heart in love with sighs himself doth smother,
With my love's picture then my eye doth feast
And to the painted banquet bids my heart.
Another time mine eye is my heart's guest,
And in his thoughts of love doth share a part.
So, either by thy picture or my love,
Thyself away [art] present still with me;
For thou [no] farther than my thoughts canst move,
And I am still with them, and they with thee.
Or, if they sleep, thy picture in my sight
Awakes my heart to heart's and eye's delight.
And each doth good turns now unto the other.
When that mine eye is famish'd for a look,
Or heart in love with sighs himself doth smother,
With my love's picture then my eye doth feast
And to the painted banquet bids my heart.
Another time mine eye is my heart's guest,
And in his thoughts of love doth share a part.
So, either by thy picture or my love,
Thyself away [art] present still with me;
For thou [no] farther than my thoughts canst move,
And I am still with them, and they with thee.
Or, if they sleep, thy picture in my sight
Awakes my heart to heart's and eye's delight.
(Texto sem grande conexão, mas com sentimento.)