Não consigo tirar a minha cabeça de ti, invadiste a minha vida e sem pedir licença foste fazendo com que te desse pedaços grandes de mim, para os guardares só para ti. É seguro dizer hoje, enquanto me sento no chão do meu anexo em casa a olhar para o céu, que nunca em todos os dias que percorro o trilho da vida, sonhei poder gostar de alguém assim, tão rápido, tão consumidamente, que me enche as veias do meu corpo de perfume suave e leve como o cheiro da tua pele, ou da suavidade do teu corpo.
Não te consigo largar a mão, e espero nunca mais a largar, espero ser velhinho, e acordar contigo a meu lado, a sorrires e a olhar para mim como se fosse o único ser vivo no mundo. Saberei cuidar de ti como mereces, proteger-te-ei sempre junto ao meu corpo, onde ninguém nos pode tocar, onde a tua respiração e a minha respiração se tornam numa só respiração, onde não existe meu corpo nem teu copo, existe o nosso corpo, seremos a consumação de tudo. Seremos sempre nós dois contra o mundo, serás a minha Dalila e eu serei o teu Sansão, tu a minha Bonnie e o teu Clyde, tu a minha Victoria e eu o teu Beckham, mas saberemos acima de tudo construir uma história nossa, onde tu serás venerada como uma rainha, e eu serei sempre o teu servo, que se vergará sempre diante da força do amor, serei o teu comando que estará sempre lá para te ouvir, para te abraçar, mimar, beijar, e gostar de ti como nunca será capaz.
Sinto-me feliz, nunca me senti assim feliz, sinto uma alegria que percorre todos os músculos do meu corpo, que me alarga o coração e que me estica o sorriso.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Alegria?
Tenho a certeza do que sinto, não passou muito tempo desde a primeira vez que os nossos olhos se cruzaram, desde o dia em que pela primeira vez a minha mão grande e disforme agarrou a tua mão pequena, suave e perfeita. Desde esse dia o meu futuro está condicionado, o meu futuro ficou selado no momento em que os meus lábios tocaram nos teus, sei-o porque antes de estar contigo o meu coração acelera e começam o meu sistema a ficar nervoso, sei que aproveito todos os momentos em que estamos juntos, e tu sabes que os aproveito porque o meu coração bate mais rápido antes de estar contigo, quando estou contigo, depois de estar contigo, quando penso em ti, quando penso em nós e quando penso no teu corpo. Penso no teu sorriso e sorrio. Penso nos teus olhos e os meus olhos ficam inundados de brilho. Penso na alegria que me fazes sentir e sinto-a.
Fisicamente estás longe de mim, mas não faz mal. O mesmo caminho e a mesma distância que nos separa, é a mesma distância que nos aproxima, todos os momentos que temos juntos são aproveitados ao limite, não há momentos mortos. Quando estamos juntos sinto uma enorme paz interior, sinto que chego ao derradeiro limiar da existência humana, a tranquilidade, a compreensão e o carinho nunca são demais de exaltar. Cada momento é como uma nuvem branca caída do céu, limpo, tranquilo e perfeito. O mundo acaba sempre que estamos juntos, a humanidade parece que se recolheu toda em casa, e tudo o que existe nesse momento sou só eu e tu, juntos e perfeitos.
domingo, maio 29, 2011
Grey.
Não sei de que cor acordei hoje, mas sinto-me cinzento da cor do tempo, negro como o alcatrão da estrada e sombrio da tez do quarto em que escrevo.
Enganei-me quando disse que a tua vida deixou de me afectar, é impossível isso acontecer, agora percebo, gostarei sempre de ti,, mesmo tendo alguém. Foste alguém que passou por mim, não digo a toda a velocidade, mas apenas à velocidade suficiente para ficar amarrado a ti, ao passado que nos envolvia aos dois, e a tudo o que és. incondicionalmente Podia dizer que tenho uma ligação muito forte a ti, mas estaria a mentir, uma ligação consiste em haver dois lados que se correspondem entre si, e sei que isso não acontece. Mas sinto um chamamento por ti, no sentido em que sei a diferença que fizeste na minha vida, o que me ensinaste a ser, o que me tentaste dar, o que quiseste que eu fosse, o que lutaste para eu mudar, o que sofreste enquanto eu tentava mudar, e quão partida ficaste após o acumular de situações de dor que te infligi.
Hoje a relação que temos não tem nada: não tem alegria, não tem tristeza; não tem dor, não tem prazer; não é amor, não é ódio; não é paixão, nem total desinteresse; não é calor, não é frio; não é sol, nem é neve; sei que definitivamente não sou tudo, mas efectivamente sou nada.
Sou um nada que partiu para um estação espacial no centro de nenhures, para um país no meio de algum lugar, que desapareceu com a força de algo, que sumiu como se fosse consumido pelo presente e pelo futuro. Sou um nada feito de tudo, mas que desaparece no horizonte, não faço linhas imaginárias no teu coração, ao invés soltaste-me da corda que me segurava e largaste-me nos confins daquilo que és. Sou um nada que acabou consumido pelo tempo, e pelo espaço, sendo que agora em ti me encontro a meio caminho entre o não existir e o não estar em lado algum coberto de sol. Sou um nada, e represento exactamente aquilo que o nada é, sou nada, não sou matéria, sou ar que voa em direcção à escuridão.
Hoje em ti sou aquilo que mereço ser, uma mancha.
sábado, maio 14, 2011
Longe da vista, perto do coração.
I've been feeling different somedays.
Sempre que estou com os meus, sou diferente, sou eu, o brincalhão, o party animal, sempre de sorriso de orelha a orelha, sempre disposto a abraçar o mundo, a abraçar o desconhecido, e as desconhecidas, estou sempre disposto a mais uma volta voltando sempre ao mesmo. Sou o Pedro, que não escolhe amigos pela aparência, nem pela beleza, nem sequer pela sua inteligência, procura apenas ser fiel a mim mesmo, sou às vezes humilde, sou convencido naquela de tentar dar uma de brincalhão, mas sou de confiança, sou da terra, lá de cima do Norte, onde as pessoas são mais genuínas, e onde as verdades são ditas com um quilómetro de coração. Sou afável, tenho conversas, ajudo os meus amigos, ajudo-me a mim mesmo ajudando-os a eles. Mas entro em conflito.
Quando estou sozinho sou diferente, sou um pedaço negro de estrada, de rosto fechado, ao estilo polícia pré-Abril de 74, sou um ser que não tem confiança, sou um pobre plástico moribundo num rio à deriva, sou encontrado facilmente deprimido, e a pensar no que me faz mal, e no que me faz bem, e onde é que errei.
Ultimamente penso também em ti, quando estou sozinho. Tu que abandonaste o meu caminho, para seguir um caminho melhor para ti. Vi-te há pouquíssimo tempo, a primeira vez desde aquele sábado de despedida, em que me encontrei pela última vez no que eras para mim, ainda na altura em que o sol era dourado de areia. Nesse momento o tempo congelou, senti-me um robot a fazer um reset, a começar a voltar ao passado, o sangue gelou e não correu mais, o coração bombeava menos sangue, e senti literalmente o tempo a parar, o coração a subir através do peito, cada veio dele sentia-se a subir pela garganta até à boca de onde saiu de mim e caiu inanimado no chão, como pedaço de tecido velho a entrar na trituradora.
Pensei que era amor, que era paixão, que era ódio, ou ressentimento.
Não era nada disso, era medo, misturado com nódoas ardentes de passado, embebidas em líquido ardente que me destruía a memória. Ao longo dessas horas em que a música me destruiu a memória senti que o passado não era melhor que o presente, era apenas diferente. Porque consegues viver ao lado de alguém que não é melhor que eu, e eu consigo viver sozinho, rodeado dos meus e à espera de alguém que me faça viver uma vida nova. Sei que estás muito diferente do que eras comigo, mas receio que tenhas perdido o encanto que eu encontrei em ti, que tenhas descoberto outra pessoa no que és, mais madura, talvez menos sonhadora, mais terra a terra, menos apelativa para mim. Uma pessoa que se tornou igual a muitas outras, e que não vês hoje em ti o que eu vi em ti há muito tempo, e que te tenhas essencialmente tornado humana, não vulgar, mas normal.
No fim da história desceste dos céus e segues uma vida terrena. Longe de mim, mas suficientemente perto para eu saber que existes.
terça-feira, maio 10, 2011
Tempo #3
Talvez o tempo tenha sido o conselheiro que me faltava, porque hoje vejo claramente todos os erros que cometi, e todos os problemas que criei. Consigo ver nos meus iguais aquilo que fui, o que fingi, as vezes em que pensei que estava tudo bem, as vezes que apaguei os erros com um sorriso com um sombreado negro, as vezes em que me senti um pedaço de terra que merecia ser empurrado para baixo, sei os erros que cometi, e hoje isso faz de mim um observador atento.
Não sei o que quero neste momento, não me sinto pronto para amar alguém, para me entregar o livro que sou completamente. Sinto que neste momento sou o homem só, que não tem recordações negras do passado, que usa o que fez de errado no passado para gravar na sua mente e aplicar na sua vida do presente, para o saber usar no futuro, e que quando chegue a hora de voltar a dizer a palavra sagrada, tem a certeza que o diz com todo o coração.
Quero um dia poder esquecer todos os meus medos, de me assumir alguém com outra pessoa, quero dizer abertamente o que sou, quero poder dizer que fui meloso, quero poder dizer que sou romântico, quero poder dizer que sou apaixonado. Quero enterrar os meus medos e poder explodir de alegria quando souber que o sinto é correspondido do outro lado. Quero poder apaixonar-me duma maneira estranha, mas ainda assim totalmente arrasadora. Quero acordar de noite a desejar uma mensagem da pessoa que gosto. Quero poder virar-me para o lado e poder agarrar alguém com a força de mil homens. Quero um amor que a distância não pode separar, que a vida não pode quebrar, suportável à distância apenas porque o segundo em que os nossos corpos se encontram ser o momento do extâse.
Quero perder-me em pensamentos.
Quero poder ser aquilo que nunca fui.
Quero ser o alguém de alguém.
segunda-feira, maio 09, 2011
Outras pessoas aparecem.
Sempre me disseram que estamos sempre a aprender com a vida, com o passar dos tempos e com a experiência tornamo-nos em seres humanos com capacidade de avaliação e que tendem a cometer cada vez menos erros a cada dia que passa.
Esta capacidade de evoluirmos após a compreensão dos erros leva-nos ao que me parece ao cinismo, e eu acredito sinceramente que o mundo chegou ao ponto a que chegou porque as pessoas que tomam as decisões são cínicas, não gostam de acreditar numa espécie de risco, na bondade natural das coisas e no acreditar.
Escrevo porque hoje senti-me defraudado, desiludido com alguém de quem gosto, de alguém que faz parte da minha vida há já bastantes anos. Nunca pensamos que uma pessoa que seja nossa amiga há muito tempo, seja capaz de nos defraudar, quando nós pensamos que já conhecemos tudo naquele pessoa, as coisas boas e as coisas más. Quando somos surpreendidos por tempestades sob a forma de pensamentos e acções que aos nossos olhos parecem irreais, e que não passam duma ilusão.
Já fui cínico, já fui mesmo muito cínico. Não gostava de coisas novas, o que era diferente repulsava-me, o preconceito abundava em mim, mas fui mudando. Gosto de pensar que hoje sou alguém que acredita nas pessoas, na fé delas e na coragem em nos respeitar duma forma elegante.
Mas hoje deixei de acreditar em ti, no que me dizias, percebi que afinal o que te digo não são mais do que palavras vãs que ecoam num desfiladeiro com mil metros de profundidade, em que a sua inteligibilidade e a sua percepção é zero! Hoje é o dia em que te afasto do núcleo das pessoas intimas da minha vida, em que contava muito da minha vida a ti, e muito do que és, pensava que era por minha causa, mas hoje percebi que afinal és de outro mundo. Hoje deixaste de ser digna da minha amizade. passaste a ser digna do que tens, do marasmo em que te meteste, e do qual um dia irás ter de sair sem o meu braço. Se saíres, sairás pelo teu próprio pé, esmurrada pelos socos que ninguém quis levar por ti.
Quando alguém sai do nosso coração, outras pessoas aparecem para preencher o vazio.
domingo, maio 08, 2011
Comboio do destino.
Faz hoje uma semana que te vi pela primeira, e talvez a única vez, para sempre.
Rapariga do comboio, naquele dia não sabia o que dizer, estava (estou) num período em que sou cobardolas, em que tenho falta de confiança e medo de arriscar em tudo, não só no amor, e naquele momento estava na fase em que se decidia se eu era um homem ou um rato. Passado uma semana cheguei à conclusão que sou um pouco dos dois, a minha parte de rato reflete-se na falta de coragem que tive em chegar à tua beira e dizer-te o porque de achar que eras diferente, e pedir-te para fazeres parte da minha para sempre. A minha parte de homem, enquanto ser que acredita e que tem alguma fé, espera que o destino me leve de encontro a ti, e me deixe ser feliz.
Sei o que ficou em mim de ti, o teu cabelo é especialmente bonito, reflecte-se no teu tom de pele maravilhoso, um moreno de alegria.
Fizeste-me feliz durante 3 horas e muito, sem sequer eu ter tido a necessidade de falar contigo sequer, porque pensei que estavas olhar mesmo para mim, duma forma fugidia, esperando que talvez eu saltasse do marasmo em que me encontro para tomar uma decisão que ia mudar as nossas vidas para sempre, ou talvez não.
Hoje é dia de viagem, e a única coisa que eu realmente desejo para esta viagem, é simplesmente ver-te. Que mudes o meu dia, que me faças feliz como uma criança, que me faças chorar pela beleza dos teus olhos, e que me deixes guardar o teu sorriso só para mim.
Não acredito em destino, acredito em mim, mas hoje o destino se existisse, dava uma mãozinha.
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