sábado, agosto 22, 2009

#22

Turning 22 on 22!

Hoje é mais um dia de aniversário, o 22º da minha vida, e como sempre espero que seja um dia em cheio. Quero estar rodeado da gente que verdadeiramente interessa, os amigos de há muito tempo, os amigos de há menos tempo mas igualmente importantes, a família que me enche o coração e que seja um dia longo e feliz.
Venho aprendendo ao longo dos anos que o que realmente interessa neste dia não é ter muitos presentes, nem é estar coberto de bajulação, o importante é sentirmo-nos especiais por as pessoas que conhecemos se lembrarem de nós e nos dedicarem um tempinho no dia deles para me mandarem uma mensagem ou pensarem em mim, e isso é que é o verdadeiro presente nos dias de aniversário.

Não tenho nenhum presente específico que deseje materialmente, mas sei lá...

terça-feira, agosto 04, 2009

Just one wish for me, please...

It's time to remember all the good things.
Não sei por onde começarei, mas começo pela música. A música de Damien Rice marca o início de uma relação que vai marcar a minha vida para sempre, a sua música emocional e melancólica é perfeita para a ocasião.não interessa agora se vai durar muito ou vai durar pouco, sei que enquanto estiver nela continuo a dar tudo o que tenho e tudo o que não tenho para a manter funcional e cheia de amor, e mais do que isso, porque aprendi que uma relação não se mede só pelo amor que temos, mas por tudo o que vai além do amor, sentimentos e valores que se aprendem, e que eu fui aprendendo, nem sempre da melhor maneira.
Nunca serei o ser humano ou homem perfeito, tenho a noção que sou um homem em construção, e sinto que cresci mais neste ano e meio do que nas outras relações minhas todas juntas, aprendi a amar, a respeitar, a ser leal e deixar de ser egoísta nessa relação, porque não existe um 'Eu', existe apenas um 'Nós' que precisa de uma redoma fechada quase sempre ao mundo exterior, necessitando apenas do amor que nos alimenta.
Vou-Te ter sempre no meu coração, não Te vou apagar da minha vida, pois sei que um amor como este nunca vai passar e nunca vai se curado, é um amor intemporal e que renasce a cada beijo, a cada olhar, e a cada pedaço Teu que se coloca no meu caminho. És A pessoa mais bonita que já passou pela minha vida, sei-o há muito tempo, e mesmo que não soubesse todas as pessoas que passaram pela Nossa 'vida em conjunto' sabem dar-Te o valor e mérito. Sei o quanto valeS e o quanto podeS dar ao mundo através da Tua força, do Teu carinho e sensibilidade, e sei que nunca ninguém Te vai tirar do Meu coração por muito que tente, Vais ficar eternizada no meu coração, pintada em cores vivas e enérgicas por alguém pouco famosos como eu, uma fotografia do melhor bem essencial que tenho e a memória do melhor período da minha vida até hoje.
Tenho as memórias que mais quero de Ti, fazer amor contigo indefinidamente, os longos passeios no Parque, as tardes passadas na relva, os dias de praia, todos os chãs/bolos de chocolate/scones/sumos de laranja/gelados que partilhamos, os grupos e gostos musicais que se entranharam um no outro, o gosto pela arte que procuramos intensamente avivar, ler para aprender e evoluir, saídas no cinema, a adoração pela família, a intensidade com que procuramos viver todos os acontecimentos que temos, as preocupações generalizadas sobre certos temas do mundo, um gosto parecido em termos de moda, a procura de ideais de vida constante, entre milhentas de coisas que temos em comum, e fico com a sensação que somos mais parecidos do que realmente pensamos.
O que vou guardar de ti eternamente são as emoções que partilhamos juntos todos os dias da nossa vida, desde o sentimento miserável da pena até ao sentimento gritante e esfusiante de amor, o amor que nasceu puro e que se mantém vivo e aceso nos nossos corações apesar dos defeitos maiores (no meu caso) ou menores (no teu caso) da nossa personalidade.
O meu desejo és tu presentíssima na minha vida. Para sempre.
É o único. *

quinta-feira, julho 30, 2009

Desespero

Desespero.
Sempre que erramos e sabemos que erramos entramos numa colina de desespero que nunca mais se acaba, e onde os caminhos não se fazem por linhas rectas e facilmente vencíveis, os caminhos são tortuosos, cheios de pedras altas, de curvas seguidas de contracurvas que nunca mais acabam e que tendem a fazer-nos pensar se este é o caminho que nos leva direitos à morte.

Desespero.
É quando erramos e sabemos e que o tempo não volta atrás e que o nosso caminho é inexorável e que o tempo passado é inextinguível.

Desespero.
É saber que podemos perder-LA, a pessoa que nos dá o equilíbrio, que nos faz ser sãos e melhores por dentro, que nos guia como uma luz, e que nos protege sempre física e psicologicamente, que nos dá sempre um abraço de conforto e de confiança e um beijo com um misto de paixão e realidade que nos puxa para o lugar certo.

Desespero.
É o sentimento que me domina hoje, se acaba, se é o princípio do fim eu morro por dentro, como a parecer uma velha e antiga montanha dominada por um vulcão negro que teme em não se extinguir e que nunca as suas cinzas servirão de adubo a uma melhor Primavera dominada por tons verdes e coloridos que insistem em fazer com que as flores nasçam de uma for abundante.

Desespero.
É não ser sempre um homem.

quinta-feira, julho 02, 2009

Os meus olhos.

Sempre pensei que os meus olhos não passassem duns simples olhos castanhos, marcados pela vulgaridade de uma cor que não era nem muito viva nem muito suaves, era apenas uma cor comum, que toda a gente tem nos olhos. Mas quando tu chegaste foi como se me tivessem tirado o cabelo e toda a maquilhagem de coisas feias e bonitas que tinha na cara, os meus olhos passaram a ser mais bonitos, a ter uma cor diferente, mais alegre e mais feliz que me preenche o espírito e que espero que te façam felizes sempre, porque são de um verde misturado com castanho, e sei que ninguém tem uns olhos como os meus, e sei que foste tu que descobriste beleza em mim, me deste o alento e a força para me sentir mais auto-confiante do meu valor e da minha beleza, e guardo estes olhos que guardo como herança dum passado bonito e de amor, para os dedicar a ti e a todo o amor que sentimos hoje e que vamos sentir para sempre.
Sei hoje que o amor não é só o amar aquela pessoa e que isso chega, sei que não chega. O amor é feito por todos os sentimentos que nos unem, o respeito pelas nossas coisas pelo espaço do outro, a humildade em aceitar aquilo que podemos ter e esperança por muito mais que o amor nos vai trazer certamente, o sentimento de fidelidade ao saber que somos felizes e que esta felicidade se deve ao facto de sermos um para o outro, a lealdade de termos de contar tido um ao outro sendo mais do que o namorado para ser todos os dias o melhor amigo que nos tem sempre uma palavra de conforto e de solidariedade. eu não sabia nada disto ate há muito pouco tempo, pensava que o amor era só "aquilo", demonstração carnal de desejo e de possessão, sei que a atracção física não deixa de ser algo importante, mas venho muito abaixo na lista de prioridades.
Sei que hoje a minha lista de prioridades futuras se alterou, sei que eu me alterei e me continuo a formar constantemente na escola humana do amor e da amizade, não sou nem metade daquilo que desejava ser, continuo a tentar todos os dias buscar pelo melhor de mim e dar o máximo de mim ás pessoas que o merecem. Namorada, amigos, e família são como a estrutura básica daquilo que sou hoje, tento ser calmo, ponderado, inteligente e racional, mas ao mesmo tempo ser caloroso, apaixonado, e dedicado, como que atingindo um nirvana emocional, em que chego ao ponto em que sinto que verdadeiramente cresci e que sei de todas a vezes o que é melhor para mim.
Hoje sou um ser que mudou graças a ti, a pessoa que se realmente preocupa comigo, que me faz ter uma grande luta para ser melhor, que me ama intensamente e sabe que o futuro pode ser muito bem passado com nós dois sozinhos, isolados do mal. Acredito no bolsinho encarnado cheio de coisas bonitas, de fotos que tiramos em conjunto a olhar o sol, olhos nos olhos e a sorrir fortemente, cúmplices; de concertos, cantores e canções que descobrimos a dois, ficando invariavelmente marcado no nosso caminho; os livros cheios de ideais de futuro e palavras bonitas que nos inundam a plataforma vermelha condutora de sentimento; todos os momentos partilhados juntos em que sabemos que somos só nos e nos entregamos vivamente um ao outro.
Acredito que sou melhor hoje, e estou a lutar diariamente pelo DP.*

terça-feira, junho 16, 2009

Lisboa


Fico intrigado com Lisboa, acho que é uma cidade bonita, e para que fique esclarecido este ponto totalmente digo que Lisboa é uma cidade que faz com que as pessoas que por lá (cá) passam se apaixonem, e eu gosto muito, e acho que vou gostar qté ir desta melhor.
É uma cidade que pode ser vista por muitos prismas diferentes, e cada dia que aqui passo é uma nova experiência e um novo procedimento na minha aprendizagem enquanto cidadão e pessoa de valor, que espero ser ou então tornar-me numa. É uma cidade que fica na retina pela beleza em alguns sítios, ninguém pode dizer que a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Rua Augusta, os bairros turísticos, e outras centenas de pontos a visitar na cidade sejam bonitos. Todos os dias vejo aqui perto de onde estou uma série de novos turistas impressionados com as Ruínas do Carmo e com o Elevador de Santa Justa, e sei que eles pensam que aquele pedaço de «modernidade» se encaixa perfeitamente na cidade apesar de ter mais trezentos anos que os edifícios circundantes, e fica perfeito na maneira como consegue olhar o Tejo, o castelo e as colinas.
Mas existe o lado feio de Lisboa, e ele não é assim tão pequeno, e isso assusta-me bastante. Entre as coisas que mais detesto são os sem-abrigo, não acho normal que uma Rua Augusta super passeada pelas pessoas se possa estragar com uma data de pessoas a pedir dinheiro as pessoas do «estrangeiro» que aqui e ali são enganadas à força toda, e até já sei dizer os sítios dos pedintes, há uma senhora de cadeira de rodas que está «estacionada» debaixo do arco da rua Augusta, com uma pronúncia irrepetível; há uma rapariga toxicodependente que abriga sete cães e anda nas ruas da podridão, e que para ganhar algum toca flauta de bisel; e há pelo menos mais um senhor que me parece perfeitamente capaz com um cartaz a dizer que tem uma daquelas doenças incuráveis.
Assusta-me também que em qualquer ponto da cidade seja possível ver uns tipos, que não sei se indianos, paquistaneses ou «bangladeshianos», que andam na rua a vender droga ás pessoas, a oferecer às pessoas para elas consumirem, acho que isto evidencia uma total falta de moral, e desprezo pelos outros.
Detesto também a condução e educação das pessoas em geral na rua, no autocarro, no comboio, nas filas de restaurante, e em todos os sítios em que não se respeita nada, apesar de querer acreditar que isso se deve ao facto da a cidade ser grande e eu ter azar nas pessoas que encontro.
Quero muito acreditar que a verdadeira Lisboa é a dos Santos, onde as pessoas se misturam e convivem sem olhar a raças. Quero acreditar que o Presidente que cá está vai ser reeleito e continuar com o bom trabalho, e tentar melhor Lisboa ponto por ponto. Quero acreditar que Lisboa consegue ser uma cidade ainda mais cosmopolita.
*

quarta-feira, maio 13, 2009

Rótulos.

Desde há muito tempo para cá que detesto que as pessoas façam rótulos. Bons ou maus, quase nunca afirmam a verdadeira identidade da pessoas, e passam por ser um preconceito por algo ou alguém com quem podemos tirar impressões. Os rótulos são algo muito ridículo e que trazem as pessoas uma dificuldade enorme em se livrarem deles, são postos por alguém que se acha superior e vão sendo transmitidos a uma velocidade relâmpago e acabam por ficar como que impressos com um tinta poderosíssima tipo aquela dos cd's na testa das pessoas.

Ninguém merece um rótulo, porque é feio, e traz conotações estranhas ás pessoas.

Pior é quando pessoas de uma hierarquia superior decidem gostar ou não das pessoas como se fosse decidido por moeda ao ar, como se as pessoas fossem um jogo de futebol, ou uma aposta de crianças. Os chefes normalmente dão-se ao seu belo prazer de fazer o que querem do resto das pessoas que estão atrás deles nessa hierarquias. Hoje, um colega meu ficou marcado negativamente porque teve o (in)feliz pensamento e de dizer a um outro colega que a afinação e os valores dessa afinação deviam ser realçados de maneira a que os músicos ficassem de sobreaviso no início do ensaio para os valores dos diversos afinadores não ficarem diferentes e originarem uma série de problemas de afinação à banda. O que aconteceu? Pois, o colega que fez um pedido absolutamente normal, e de perfeito alcance viu-se admoestado verbalmente pelo maestro, que o acusou de "mandar" uma boca, e ficou assim com o rótulo de Reaccionário e de Mandrião, os problemas não se acabaram por aqui já que o C. viu-se quase como que humilhado em frente a amigos por uma pessoa que cada vez menos merece o respeito dos seus súbditos.

Há ainda o problema dos "maçaricos" como eu, somos olhados de lado pelo mesmo maestro, porque somos mais novos, o que obviamente não tem lógica nenhuma, pois o nosso valor não devia ser nunca posto em causa, porque se chegamos onde chegamos foi pelo nosso valor e nunca pelo factor C, o mesmo não pode ser dito por parte de outras pessoas. Vimo-nos quase rebaixados por uma pessoa que em termos de habilitações, é simplesmente muito inferior a nós.

Um rótulo marca uma injustiça.

sexta-feira, maio 01, 2009

Selfish Bastard #3

O passado foi escrito a um negro de instabilidade e de más decisões. Nunca me vou arrepender do meu passado, porque simplesmente não o posso apagar, se pudesse apagar provavelmente esquecia-o e não me importava mais. No passado tomei uma série de más decisões em relação ás pessoas com quem me dei, e na maneira como me relacionei com elas. Nunca imaginaria eu na minha parva ingenuidade de criança, que estas decisões iam alterar o meu futuro e influenciar o modo como corre a minha vida.

Não sei, acordo em alguns dias pensando que a melhor acção que posso fazer naquele momento é virar para o lado, desligar a luz, puxar o edredão para cima, e atá amanhã camaradas. Não reparamos na quantidade de m**** que fazemos nas nossas vidas até ao momento em que ela começa a interferir cada vez mais na nossa vida, como se fosse um indesejável parasita alojado no nosso cérebro e no nosso coração. O passado em mim ficou marcado como já disse por más decisões, sinto que não me envolvi com as pessoas certas (quase todas), essas mesmas pessoas marcaram parte do meu carácter que teimo em não deixar de lado e evoluir para algo melhor, que me faça ser feliz, Platão diz que as pessoas que praticam o bem e são boas pessoas são felizes, então é assim que eu gostava de ser. Sei que tenho muito a andar, porque cometo todos os dias erros prejudiciais à minha evolução enquanto ser humano e homem apaixonado numa relação séria.

Vou tentando afastar da minha vida as pessoas prejudiciais ao meu futuro.*