quinta-feira, outubro 16, 2008

Selfish bastard #2

Há dias em que não me sinto eu, e ultimamente tem-me acontecido muito isso, não sei o que tenho feito para me sentir diferente, mas ás vezes prejudico a/as pessoa/s que amo, por querer ter uma relação perfeita. Vindo de mim não é lá muito normal, eu acredito sempre em amores perfeitos, ou pelo menos com uma história perfeita em 99% da sua duração, mas cheguei à realidade da maioridade, da idade em que as pessoas sabem pensar e sabem o que pensar, e chegam à conclusão sobre o que é a perfeição, e eu tenho a minha ideia de perfeição.
Eu não sou o namorado perfeito que ELA quer na vida dela para não a desilludir constantemente ou não, eu não sou o FILHO perfeito que cumpre todos os sonhos deles, eu não sou o AMIGO perfeito que está sempre lá presente. Mas tenho as minhas qualidades, sei amar, amar mesmo como quem se eleva só para ser melhor para essas pessoas, e que quer tentar faze-los felizes em todos os momentos, mesmo sabendo que isso não é possível. Sei que tenho sonhos inconcretizaveis como toda a gente tem, mas sei ser realista e pragmático nas alturas certas, para tentar ter uma vida melhor e proporcionar um vida melhor, sei que o sacrifício de estudar/trabalhar durante várias horas diárias para chegar a uma prova e tentar fazer a música o melhor que sei sem a estragar e dando valor ao "Sturm und Drang" (valorizar os sentimentos na expressão musical e literal), deixando fluir um lado meu mais criativo. Não sou o amigo perfeito para aqueles amigos para quem estou longe a semana inteira, mas eles sabem tanto como eu que são importantes para mim e que estou sempre no mesmo sentido universal do que eles.
Portanto, para mim sou perfeito nas minhas imperfeições.

Desculpa, sim?*
(L)*

terça-feira, setembro 16, 2008

Tempo.


Penso que as vezes o tempo é só uma força que foi inventada para nos manter menos tempo juntos, que se junta a distancia que também me parece ter sido criada por alguém que não ligava ao amor.
Tudo para que as pessoas apaixonadas saibam que o mundo não é perfeito, que há aquelas pequenas
imperfeições no mundo como a distância e o tempo, a que se juntam aqueles sentimentos vis que nunca ningúem quer ter numa paixão. E que surgem essencialmente devido à longa distância que separa as pessoas, que por sua vez é anulada pela força do amor, em que se investem anos para que as bases se mantenham sólidas e fortes, como um amor perfeito que faz com que uma grande distância para nós seja aquela que separa o meu respirar do teu respirar em mim. E também devido ao tempo que não passamos juntos, mas que sabemos que em algum "cosmos", em alguma parte deste universo, os nossos corações sabem que estão juntos, e que esse cosmos esteja dividido em dois, o meu coração no teu coração e o teu coração no meu coração.

Penso muitas vezes em o que nos vai trazer o destino, se nos vai trazer colares de pérolas e toques de ouro, com sublimes pedaços de chocolate incrustado no ouro e nas pérolas como diamantes de ouro negro, em que o futuro é um sonho. Ou se vamos ter um futuro dantesco, cheio de vulcões em erupção chamando os nossos nomes em fúria como se estivessemos num mundo perdido e em que por pouco tempo nos damos mal.
Por mal que possa parecer, não gosto de nenhuma destas versões.
Quero apenas um futuro, simples e cheio de amor, em que o pouco tempo que estamos juntos e a distância que sofremos, sejam os únicos "problemas".
Um mundo de amor puro, sem pérolas com pormenores barrocos, nem com monstros vermelhos que se querem livrar do "nós".
Unicidade, em que sentimos que vivemos como sendo um ser no coração do outro.

Os tempos maus passam, assim como todos os artritos que por vezes tolhem o nosso amor. Não sei o meu destino, acredito pouco num destino escrito por alguém superior, acredito que todas as acções que faço podem alterar o meu destino ou desvia-lo da rota certa. Por isso acredito numa Rota, que nos leva a todos os momentos pensarmos um no outro, e pensando que nós dois decidimos o melhor para nós os dois. Este novo momento que vives pode não me incluir muito devido a terceiras pessoas, mas nunca vou deixar de impor a minha presença, em 1º no teu coração e só depois, na tua nova casa.

Vamos fazer uma Rota, em que participo muito, sim?*

terça-feira, setembro 09, 2008

Vinicius de Moraes #3


A felicidade
Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

quarta-feira, agosto 06, 2008

Momento de Autocarro..

Todos os dias no autocarro, recebo sem pedir um tempo para pensar....
Hoje pensei em ti mais do que era normal...
Sinto o coração apertado sempre que te reconheço nas coisas...
Quando olho para o Tejo vejo-te na sua grandiosidade...
Vejo-te na beleza estética dos monumentos e das casas senhoriais...
Imagino-te com a tua graça, a vaguear pela cidade...
E a descobrir, e a querer saber mais...
Com o teu sentido de gosto afinado...
Sei que estás algures por aqui...
Se calhar estás em todo o lado, como uma Deusa...
Se calhar estás só em mim, e só eu te sinto o olhar...
Sinto-me observado por ti todos os dias...
Como se cada passo me levasse na tua direcção...
Se cada olhar indiscreto me levasse a ti...
Serás sempre em mim...

sábado, julho 05, 2008

A janela branca..


Olho através da janela. Aquela janela que todos temos. Imagino-a branca, com aquela tinta de verniz já antiga a sair em pequenas lascas, como se estivesse á espera de um carpinteiro desde que ali foi posta com intenção de servir todas pessoas que por ali passam, ou que já ali passaram.

Sei que terá algum tempo, imagino o que ela já terá observado. Imagino a olhar por dentro de guerras, quezílias de rua entre jovens de rostos sujos, com pingos de sangue a brotar de pequenas lascas de combate, dos resquícios que sobram, imagino que naquela altura a janela se terá mantido indiferente, dada a sua imparcialidade.

Ao espreitar por ele vejo o cego no fim da rua, a pedir esmola, num olhar rasgado e sincero de que não vê a realidade naquela encruzilhada de caminhos. Saberá o cego que não será triste não ver? Por vezes olhar significa falta de atenção, significa não estar a ver, não estar a observar, nao daria o cego a sua alma ao ter a oportunidade de rever a sua filha, de quem não conhece o rosto? De sentir as cores das flores, e os olhares das crianças? De poder ver só mais uma vez o azul do céu e o verde do mar? Sub-avaliámos o poder de um olhar, um olhar não é so um olhar, é um mundo que se abre à imaginação. Este cego aproveitaria a janela branca de pedaços lascados para aproveitar o castanho do Outono, o branco do Inverno, o verde da Primavera e o laranja do Verão. Aproveitar cada pedaço tempo para olhar durante um ano aquilo que os olhos lhe poderiam dar. Vamos aproveitar?

Enquanto isso, o cego põe outra vez os óculos escuros de quem afasta a miséria dos olhos brancos e rasgados de dor de quem um dia teve a oportunidade de ver e observar e não o aproveitou.

Os olhos do cego são a janela branca através dos quais quero observar o mundo, não olhar mas observar, como se fosse o último instante que conseguia ver e aproveitar todas as cores para relatar aquilo que vejo.

Os seus olhos brancos, são a minha janela branca.

domingo, junho 22, 2008

Selfish bastard #1


Hoje foi difícil...Acho que foi a 1ª vez em que te magoei a sério, naquele instante senti que não devia ter dito o que disse, que talvez as palavras que queremos dizer, não são as mais certas para ilustrar o nosso pensamento, que nem sempre devemos dizer aquilo que sentimos ou que pensamos, porque com essas palavras podemos estar a magoar alguém que nos quer muito bem, e que não merece essas palavras. Já te pedi desculpa, mas sei bem que a desculpa não é o suficiente para aquilo que te disse, exagerei nas palavras e tenho de aprender algo, e que me ensines algo:

Crescer contigo.
Pensar sempre antes de falar.
Ter a sensação de liberdade.
Emocionar-me com um documentário bonito.
A saber sentir contigo.
Saber rir nos bons momentos.
Saber chorar nos maus momentos.
Pensar sempre em ti. Não ser egoísta.
Fazer as coisas não por nós, mas por mim.

Sei que hoje choraste, mas não choraste de alegria, choraste de tristeza com algo que eu disse, mas não mereço que chores por minha causa, as tuas lágrimas são como pequenos bocados de mim que saem do teu corpo. Mas eu não quero que isso aconteça, quero ser sempre um corpo no teu corpo, para nos juntarmos um ao outro, para que possamos continuar a ser para sempre um. Sinto que contigo o tempo não tem barreiras, que podemos ser inesquecíveis e que podemos bradar aos céus gritando o nome um do outro com felicidade, e que se por acaso ficarmos roucos de tanto gritar com o coração o nome um do outro, teremos sempre o olhar para nos entendermos, como mais ninguém se entende.
Temos olhares puros que não podem ser corrompidos por ninguém, porque sabemos que nos temos a cada olhar, a cada pulsar do coração, e a cada clique do relógio. O relógio pode até parar, porque naquele momento estamos os dois juntos, e o resto do mundo tem de parar e olhar para o seu interior, para que sintam que o amor que temos pode também ser sentido por outros pares de pessoas, mas que nós temos um laço único que nos liga, aquela veia que parte dos teus olhos para os meus olhos, e dos teus olhos para os meus olhos teus olhos.
O que nos importa é esquecer o passado, e vivermos qual Adão qual Eva, num planeta terra habitado apenas pelo Pedro e pela Rita, com as suas próprias recordações, com os seus momentos, com os seus olhares, com os seus beijos, incomparáveis e inesquecíveis.
Simplesmente porque te AMO e porque não te quero perder nunca, porque quero um Rodrigo, um Diogo, e uma Inês. E mais ao lado, um Nero, um Gaspar e um Tomás, sim?*

terça-feira, junho 03, 2008

O teu olhar...

O teu olhar ficará para sempre gravado em mim.
Desde aquele primeiro fim de tarde.
Em que tímidos demos o primeiro beijo, e o primeiro abraço...
Nesse momento sabíamos que gostavamos um do outro...
Só não sabíamos quão dependentes um do outro seríamos alguns meses depois...
Desde os primeiros momentos que o teu olhar me dá novos mundos, me inspira para ser um bocado de cena para fazermos eu e tu um filme, um filme de uma vida, em que existirão apenas o "gatinho que se quer tornar forte" e o "peixe que sensibiliza o gatinho". Duas pesonagens que se encontram ocasionalmente após anos perto, mas longe do coração um do outro. Toda a história se desenvolve á volta destas duas personagens que a cada dia que passa descobrem a beleza de outro ser diferente, mas que se unem em volta do amor, um amor singular, não triste, mas sentido, como se cada minuto pesasse um mundo, e como se cada segundo fosse um bocado de terra.
O teu olhar, ele sim prende-me. Por mil décadas que eu vivesse nunca me esqueceria dele, nem me esqueceria do que ele me faz sentir. Acho que só hoje sinto o verdadeiro amor, este sim consome-me e deixa que cada pedaço de mim arda, para que se renove em cada momento com ela, cada fim-de-semana, cada concerto, cada experiência, cada chã.
Lembro do olhar, sinto-me derretido, e triste, por momentos que perco contigo. Mas sei que todos os momentos são passados contigo a aquecer-me o bolsinho.*