sábado, novembro 16, 2013

#Oportunidade

Uma oportunidade... e os teus olhos nunca mais serão os mesmos.
Uma oportunidade... deixa-me afagar o teu gosto.
Uma oportunidade... apreciar os teus ângulos, ver a tua silhueta, descobrir todos os pontos de equilíbrio do teu corpo.
Uma oportunidade... para tu me deixares mostrar-te o mundo, expandir os teus horizontes e seres verdadeiramente tu. Para que nunca mais te esqueças que ninguém de define, 
Uma oportunidade... de te mostrar a minha música, deixar-te levar pelos sons da minha voz
Uma oportunidade... pela primeira vez deixar-te sentir o que é realmente o amor, sentir cada pedaço de mim e sentir cada que há algo de verdadeiro, algo de puro.
Uma oportunidade... e nunca terás de saber se erraste, de sentires que tens pouca coragem, de sentires que mereces mais. É a tua vez de ser feliz, e estar cómoda não é estar feliz, estar feliz é estar num plano no céu, onde nada te incomode, e tudo te conforta. Quero ver-te sentir a verdadeiro paixão e que testemunhes uma compreensão incompreensível.
Uma oportunidade... para tentares descobrir o que realmente sinto.
Uma oportunidade... e verás que nunca serás feliz noutro lado.
Uma oportunidade... saberás com que deves passar o resto dos teus dias.

sexta-feira, junho 28, 2013

#Desejo

Sou impaciente quando desejo.
Quem deseja não pode ser paciente, porque a paciência é uma virtude, e o desejar tem malícia, não é virtuoso, tem malícia de se querer mais, de arrancar a outra pessoa da sua existência, tomar o seu corpo e sua alma e absorver tudo o que desejamos, absorver essa pessoa. O desejo tem origem naquilo que de mais intimo tenho em mim, não chamemos esperança, chamemos-lhe antes uma crença, o desejo é acreditar que o que desejamos é o mais certo para nós. Que esse alvo do nosso desejo nasceu para estar conosco, acreditamos que o desejo é a configuração da esperança num mundo melhor.

Desejo(-te),

porque desejo ter esperança,
porque desejo que o meu sofrimento tenha fim,
porque a cor dos meus olhos não interessa, interessa a cor das minhas palavras e a convicção com que as digo,
porque o mundo me deixou sozinho, e encontro em ti a minha paz,
porque encontro em ti um sorriso maior que a cicatriz que trago no meu peito.

Diz-me: 
Quantos barcos se perderam para verem os teus olhos?
Cairei, em qualquer altura, titubeante aos teus pés.

terça-feira, maio 28, 2013

#Endeusar

"Endeusei-te, e ainda não te conheço. Para mim já és o pináculo da perfeição, não és um objectivo, mas uma meta, algo que almejo a conseguir para a minha vida. Em ti reconheço a criação, a obra de um deus, não importa se menor ou maior, mas vejo realmente a obra de um deus, um deus que decidiu dar aos seus seguidores uma razao para viver, uma razao para observar tudo o que esta à sua volta. 
Endeusei, e ainda não te conheço. Aprendo constantemente a dar valor ás pequenas coisas, aprendo a valorizar cada um dos teus olhares, aprendo que valorizar um riso sincero é meio caminho andado para fazer alguém feliz, aprendo a valorizar que no amor todos os pequenos gestos se tornam grandes onde mais importa. 
Endeusei-te, e ainda não te conheço. Aconteceu a partir do primeiro momento em que os meus olhos te encontraram, pequenos e de avelã não se esqueceram de ti, e alimentam a chama de ficarem mais perto dos teus, a cada dia que passa. 
Endeusei-te , e ainda não te conheço. Nao sei se chamam a isto um romance platónico, mas gostar de alguem que não conhecemos, pelo menos profundamente, é algo que soa simplesmente muito difícil de acontecer, mas no entanto aconteceu comigo, ficar afim de ti, de te conhecer cada vez mais, e tentar descobrir quem és, o teu âmago, muito em ti me chama, sonho acordado contigo, dou por mim parado no tempo a pensar no "E se..." tal e qual como se fosse um adolescente outra vez, penso essencialmente no momento hipotético de te encontrar nos meus braços de olhos semicerrados à espera ansiosamente de um beijo, quase a implorar. 
Oh, um beijo longo. Quanto da minha vida sacrificaria para estar contigo, nao apenas contigo um momento, sacrificaria a minha sanidade para estar contigo para sempre, e para sempre, é para sempre, lado a lado, até ao fim. Não quero momentos bons e um coração despedaçado no fim, quero uma vida e a tua mão dada na minha, para sermos felizes ad eternum. 
Nao sou mais um pobre rapaz, quero mais, quero ser mais, e ocupar mais espaço na vida de alguém. Quero sentir que quando estivermos tudo a nossa volta nao passa de um zumbido, quero sentir que a minha vida tem um propósito, quero receber tudo e dar ainda mais em troca, quero amor, quero paixão, quero ferro e fogo, quero sem limites, quero viver ao máximo, sem nunca desistir da felicidade.

Nao te conheco, mas se tu, Deusa, gostares de mim, darei tudo por ti."

sábado, maio 25, 2013

#Reflections

“Ele nunca a tinha visto, e acho que ela ainda nem sequer reparou nele, até aos dias de hoje.
Ele não andava à procura de nada, só queria diversão com os seus amigos. Ele já não  sentia o fogo do amor há algum tempo, não sentia chamamento algum por alguém há tempo demasiado. Tudo na sua vida tem acabado duma forma abrupta, e nem sempre amigavelmente, já teve a sua dose de chatices, e de amores desencontrados. Já encontrou amor onde não esperava e encontrou ódio em sítios que o semeou. Mas de há tempo até aí, ele só tentava encontrar o melhor caminho para voltar a ser bom o suficiente para encontrar alguém que um dia se pudesse apaixonar por si, e por aquilo que era.
Ele reparou nela, não havia outra hipótese, era a rapariga mais bonita da sala, a uma distância considerável das restantes. Sentiu que dela emanava algo especial, não sabia se era uma luz que vinha do seu sorriso, ou uma orientação implícita para a sua vida nos olhos dela, sabia apenas que a partir do momento em que o seu olhar cruzou com o olhar dela, ela passou a ser única para ele dentro daquele espaço e no seu pensamento. Passou a noite toda a pensar se iria ou não falar com ela, sentiu-se a aproximar, a cada pedaço de tempo que se esgotava a sua mente ficava mais indecisa.
Hoje percebe que ela o intimidou, era uma mulher, Mulher mesmo, e o seu vestido preto intimidou, mas sente que foi um cobarde, e isso reflectia a sua vida, é uma metáfora perfeita, tinha medo de arriscar, medo de ser mais, medo de ser feiz, e medo de ser verdadeiro. Ficou com a imagem do vestido dela, com as costas abertas. As suas costas, a sua pele clara, um corpo delgado mas sensível, não frágil, queria poder tocar nela, e sentir que talvez tivesse ali uma oportunidade de ser feliz. Mas acobardou-se lá está, tinha medo de arriscar, medo de ser mais, medo de ser feliz, e medo de ser verdadeiro. Ele continuou invisível para ela, sem ser ninguém, totalmente indiferente.

O seu tempo não acbou, ele não desistiu, aprendeu com os erros, e quer oportunidades para mostrar que não é cobarde, e que está preparado para ser feliz, e encontrar alguém para fazer feliz, e a quem dar tudo. Espera encontra-la mais uma vez, para poder mostrar aquilo que realmente é.”

quarta-feira, maio 01, 2013

#Solidão


Ele andava a tentar levar a fundo uma reflexão sobre aquilo ou em quem é que ele se tornou no presente, tentou descobrir o que se passava com ele, porque é que o coração dele não fazia tic-tac-tic-tac, como o de outro ser humano qualquer; ele só queria honestamente saber como se sentia, não tinha noção do que se passava dentro dele, não sabia mais quem era e naquilo que se tinha tornado, mais do eu nunca encontrava-se numa fase de auto-descoberta, numa fase de tentar ser genuíno e agir de acordo com aquilo que sentia, tentava re-descobrir aquilo que o motivava no que o rodeava, o que fazia andar aquele quilómetro a maus. 
Mais do que nunca sentia-se estranhamente abandonado, como se tivesse sido largado numa ilha deserta, sem ninguém pronto para o ouvir, os seus pensamentos eram tantos e tantas coisas passavam pela sua cabeça que nunca mais teria direito a pensar outra vez no mesmo assunto, sentia que fora deixado num local onde a morte nunca havia passado e onde existia apenas solidão, solidão crua que  assistia ao definhar do seu ser e de sua vida. Sentia-se a tornar num pedaço oco de vida, um objecto sem fim útil, apenas um bocado de existência que nao preenchia nada, apenas um buraco que se preenchia a si mesmo, um buraco de coisa nenhuma. 
A sua vida havia sido feliz, tinha vivido tudo o que amor tinha para oferecer, haveria sentido tudo, desde a felicidade extrema a dor excruciante, tinha passado por uma vida desafogada, nunca lhe havia faltado nada nem nunca sentira que a sua vida não estava preenchida, até ao momento em que o seu mundo desabou. A partir dai nunca mais foi o mesmo, todos os pedaços de si se estavam a extinguir, deixou de parecer acompanhado no que sentia, sentiu-se abandonado e todos sabemos quão mau é o abandono, so poderia ser pior se esse abandono viesse acompanhado pela pena de alguem pela figura em que ele se ameaçava tornar. A amargura da desilusão e da solidão, tem um gosto ferroso, quase como sangue, só que mais doloroso.
Desejava dar-se a conhecer, queria intensamente sair da caixa em que se encontrava, descobrir sair um mundo mundo, sentia-se preparado para ser abençoado pela companhia de alguém, e deixar de ser um peso morto, sentia que os seus azares e a sua má fortuna ja haviam passado. 
Não quer voltar a ser um peso morto, uma sombra, um fantasma, porque sabe que ninguém vê os fantasmas, e que ninguém dá valor à sua própria sombra. Quer voltar a existir e sentir que é válido, e que sobretudo não é feito de vazio.

sábado, abril 06, 2013

#Fantasias de Água e Fogo

"Gostava de ser sempre o homem que penso que sou.
Sinto duma forma assoberbada, quase delirante, corre-me nas veias um sangue latino, não o consigo negar, vivo para o limite, para ter tudo e nunca ficar sem nada. Vivo para me entregar, como se cada aspecto da minha vida, cada pedaço do que faço fosse a minha última acção sobre o planeta. Cada um tem de mim o que quer, nasci assim, nasci para não me negar a nada, nasci para ser o mister nice guy, nasci para ser bom, demasiado bom, e irritantemente agradável.
Isto tem sempre os seus contras, ser boa pessoa, e tentar agradar razoavelmente a toda a gente que nos passa no caminho não é um trabalho fácil, estamos sujeitos a desgostos e a desilusões. Não é que tu sejas um desgosto, porque desde o inicio foste clara comigo, e sintetizaste bem o que podia ou não acontecer. Também tenho a certeza que posso dizer, que nunca serás uma desilusão. Sei bem no que me inseri no início, sabia das tuas dificuldades, dos teus medos e das tuas convicções. MAs acredito que mais do que ninguém, eu podia limpar esses medos, passando a mão no teu cabelo e dizendo o que precisas de ouvir, podia ajudar a superar as tuas dificuldades dando-te a mão e subindo junto os degraus para o resto da vida, e podia abalar as tuas convicções, mostrando porque é que nunca ninguém está absolutamente certo e porque é que o mundo e a vida em geral não são imutáveis.
A minha personalidade nunca me trairá para fazer os outros sofrer outra vez, tento ser o melhor que posso todos os dias, todos os dias no final do dia reflicto sobre aquilo que não fiz tão de bom, penso e tento melhorar aquilo em que fui menos bom.
Tudo para que um dia a Água não me resista mais, eu sou o Fogo, e somos duas partes antagónicas, eu desejo-te em segredo, abafando os meus gritos de sofrimento, e estou separado de ti porque se um dia a nossa existência se combinar, a parte física de um de nós cessará, e tenho medo que seja sempre eu, porque sou sempre eu a ser elevado para outro patamar, para longe das pessoas e para longe de ti. E então resta-nos viver assim, eu a sofrer por um profundo amor platónico, sem hipóteses de seres minha, ansioso para que isso um dia acabe, para que eu me transforme noutra coisa qualquer, uma pedra, um peixe, ou simplesmente água, para viver profundamente dentro de ti, enraizado naquilo que tu és, e a partir desse momento convencer-te que o meu amor por ti é, e será sempre plenamente verdadeiro.

quarta-feira, março 20, 2013

"Olhei directamente nos teus olhos.
Faz tempo que nos aproximamos assim um do outro, porque um olhar decente em quem amamos, faz-nos perceber quão profundas são as raízes que nos ligam ao coração dessa pessoa. Faz tempo que o nosso amor anda desencontrado, passamos tempos de maior fulgor e maior necessidade em dias separados. Faz tempo desde que me apercebi que hoje não conseguiria amar outra pessoa qualquer, porque só a tua estranheza em mim, e a especificidade do teu ser me cativaram, e me fizeram por momentos plantar árvores na Lua. Faz tempo desde que começamos a falar, faz tempo que não somos honestos com aquilo que sentimos, ou com aquilo que dizemos que sentimos.
Não há nada mais neste mundo do que tu neste momento. Queria perder-me a todos os instantes, em todos os lugares, contigo. Mas há imponderáveis. Estamos separados por uma barreira psicológica, só queremos fazer o que é correcto, e na maioria das vezes, o amor não é fazer o que é correcto, o amor é fazer o que temos de fazer para tentarmos ser felizes.
O amor é mais do que uma rosa vermelha, ou uma caixa de bombons acompanhada de um ramos de flores. O amor é mais do que diamantes num pescoço nu. O amor, é mais do que um anel no dedo anular. O amor é mais do que um conjunto de sentimentos, mais do que um conjunto de factos, o amor não se mede apenas em gestos, e muito menos se mede em palavras. Amar alguém é sermos o que a outra pessoa precisa que nós sejamos, não é dar a mão e mostrar que não estamos sozinhos. Amar é compreendermos a outra pessoa, e sabermos a toda a hora do que a outra pessoa necessita, e conhecer essa pessoas como um mapa de nós mesmos.
Ficas branca quando digo que é a ti que amo, não sabes qual é a reacção que deves ter, não sabes se é a mim que sentes com todas as tuas forças. Se tens dúvidas não fiques comigo, não quero sentir-me como uma pessoas menor, e menos importante.
Acorda dessa ilusão que pensas ser a tua vida, eu estou aqui, agora só para ti.
Vem ser muito mais do que és agora. Vamos ser imortais, eu e tu."